Suas estrelas não precisam estar todas na mesma constelação

Junho de 2019

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Não, este artigo não é sobre astronomia, nem astrologia. Desculpe desapontá-los :-(


Falaremos aqui sobre o futuro do trabalho.

Sim, o futuro do trabalho. E pra quem ainda não entendeu a relação deste tema com o título, segue uma legenda: estrelas = pessoas e constelação = empresas.


Pra começar gostaria de esclarecer que o foco deste texto é menos no trabalho entendido como uma ocupação profissional e mais na perspectiva do trabalho como uma atividade produtiva e criativa. A diferença pode parecer sutil, mas é bem significativa e o segredo está na palavra “criativa”.


Sim, a criatividade será uma das habilidades mais valorizadas nos trabalhos do futuro, já que para enfrentar os problemas cada vez mais complexos da sociedade e das empresas teremos que buscar soluções novas e inovadoras com mais frequência. Outro ponto que corrobora esta visão é o fato das atividades mais previsíveis e rotineiras estarem sendo terceirizadas para as máquinas. E esta terceirização também causará grandes impactos no futuro do trabalho.


De acordo com um estudo da McKinsey, em 2030 de 3% a 14% da força de trabalho mundial talvez tenha que encontrar novas ocupações ou desenvolver novas habilidades em função da automação de suas atividades.


Entretanto, apesar deste cenário negativo, muitos especialistas no assunto têm comemorado esse movimento pois enxergam a possibilidade dos humanos focarem em atividades mais humanas deixando para as máquinas as atividades mais mecânicas e robotizáveis. Aos humanos serão destinadas as nobres atividades, baseadas sobretudo nas soft skills (categoria na qual a criatividade se insere).


O problema é que essa transição não será nada fácil, nem para as pessoas que precisarão se preparar para essa realidade, nem para as empresas que já sofrem com a falta de profissionais qualificados para as novas posições que estão surgindo (sim, postos de trabalho estão desaparecendo, mas também novas funções estão nascendo).


As empresas também precisarão se adaptar e investir nesse futuro, não só em estrutura e ferramentas, mas também no desenvolvimento dos seus colaboradores, oferecendo oportunidades de reciclagem profissional e incentivando as pessoas a adquirirem novas habilidades. Mas o desenvolvimento de pessoas leva tempo e os problemas não vão esperar os times ficarem prontos para enfrentá-los.


Diante desse cenário, tem surgido novas iniciativas que visam ajudar empresas a atacarem problemas complexos usando metodologias modernas e ágeis, e com a ajuda de especialistas de fora da organização. Mas você pode estar pensando… “Isso já existe”. Não, não estou me referindo aos modelos tradicionais de contratação de fornecedores (consultorias, agências etc.) para fazer um trabalho para a empresa. Nesse novo formato de trabalho os especialistas de fora são contratados para trabalhar com os profissionais da empresa em times focados na resolução rápida de um problema complexo e específico.


Quer saber mais como estes formatos novos de trabalho podem ajudar a resolver os problemas da sua empresa? Fale com a gente.


Por Rodolfo Felipe.