Robôs avaliam currículos e entrevistam profissionais para empregos

Maio de 2019

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No fenômeno de transformação digital, a inteligência artificial é vista por executivos e estrategistas como uma das principais tecnologias capazes de gerar grandes impactos nos processos das empresas hoje e amanhã. Ela já está presente em muitos segmentos, mas sua entrada na avaliação de profissionais gerou uma enxurrada de comentários, dúvidas e posicionamentos contra e a favor da inovação.


Não é novidade que empresas usam programas para rastrear candidatos com o perfil buscado e que estes programas têm evoluído constantemente graças à IA e à possibilidade de cruzamento de dados e plataformas. A mudança é que os candidatos selecionados passaram a ser entrevistados por um robô inteligente, que lhes faz perguntas previamente determinadas pela empresa contratante. Essa é a parte do processo mais automatizada. O grande papel do robô se dá a seguir, quando ele analisa as respostas que são obrigatoriamente gravadas em vídeo. Com uma base de dados e informações gigantesca, ele é capaz de avaliar empatia, olhar, voz, conteúdo, forma, estilo, postura e cruzar essa avaliação com as habilidades e as competências necessárias para o cargo. “O robô avalia as mesmas características que um recrutador humano, a diferença é que ele tem uma quantidade de dados maior, cerca de 25 mil”, explica Lore Larsen, chefe de tecnologia da HireVue, criadora do sistema.


Utilizado por grandes redes e empresas, o robô já avaliou milhares de candidatos e, somente, em uma delas foi responsável pela eliminação de 23 mil profissionais, que não tiveram a oportunidade de prosseguir no processo seletivo a ponto de conversarem com um ser humano. Segundo Larsen, esta não é a proposta do sistema, que foi criado para ser parte de uma avaliação mais rica e aprofundada, que dê mais informações e poder de decisão aos RHs e contratantes. Os critérios que o robô é capaz de analisar são separados e os candidatos recebem notas por cada um deles.


Se existem visões contra a análise por robôs, candidatos que já participaram de processos com chatbots inteligentes levantam como fator positivo de que com essa tecnologia eles sempre recebem feedback e em um curto prazo de tempo.


Ainda no cenário de inovações para recursos humanos, estão os novos apps, desenvolvidos para captar talentos jovens que não utilizam a interface desktop. “Criar apps com conteúdo, testes, suporte para vídeo, espaço para perfis, sistema de utilização inteligente de dados, é uma tendência para empresas que buscam ter uma base de talentos atualizada”, diz Adilson Batista, diretor de estratégia da Today.


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