O impacto dos smartphones em nosso comportamento e vida social

Fizemos um amplo levantamento aqui na Today em formato de desk research, reunindo dados de diversos estudos nacionais e internacionais sobre o uso e a cultura do smartphone com destaque especial para nós brasileiros.

Dezembro de 2018

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Fizemos um amplo levantamento aqui na Today em formato de desk research, reunindo dados de diversos estudos nacionais e internacionais sobre o uso e a cultura do smartphone com destaque especial para nós brasileiros.

Algumas coisas a gente já tinha ideia, mas outras nos surpreenderam bastante. Do que a gente já esperava, encontramos dados de que 70% dos brasileiros utilizam smartphone. Dentre os internautas, este percentual sobe para 90% (Google Consumer Barometer e Opinion Box) e 96,1% utilizam um smartphone para acessar a internet ao menos uma vez ao dia.  Também esperávamos algo em relação à preocupação em redução ao uso, como isso: 3 em cada 5 entrevistados tentam reduzir ou limitar o uso de smartphones, na maior parte das vezes desabilitando funções (Global Mobile Consumer Survey 2017).

Até questões de tendência nos surpreenderam, mas nem tanto como: Em 2020, os vídeos representarão 82% de todo o tráfego realizado por consumidores (Cisco – Indice Visual Networking) e 33% dos internautas brasileiros com smartphone assinam algum serviço de entretenimento móvel predominantemente acessado pelo celular (Opinion Box – Hiperconectividade).

Mas você poderia imaginar que 50% dos jovens brasileiros responderam a pergunta “quem é seu melhor amigo” com “meu smartphone” (Motorola/ Geração Z e smartphones), 35,1% dos brasileiros afirmam que preferem ficar 24h sem água ou energia elétrica em casa do que sem smartphone (Opinion Box – Hiperconectividade)?

Nem nós. Também ficamos surpresos com o “autoconhecimento” da galera. 34% dos brasileiros afirmam ter alto grau de ansiedade sem seu celular por perto (Motorola/ Geração Z e smartphones).


Consumo em 1 click

Outro destaque é o crescimento do percentual de usuários que utilizam seus smartphones como suporte para o consumo, numa revolução da relação entre marcas, produtos e consumidores. “Hoje 41% dos usuários já realizaram compras por dispositivos móveis. Há 5 anos este percentual era de 15%. Mais do que somente comprar, os smartphones deram origem a um novo tipo de consumo. 96% pesquisam online antes mesmo que façam a compra em uma loja física. Isso é muito representativo”, demonstra Adilson Batista, diretor de estratégia da Today.

Pesquisa da consultoria Provokers comprova a mudança radical. Segundo o estudo, 93% checam se podem comprar online para não terem que ir a uma loja física, 72% já compraram online em uma loja que nunca estiveram pessoalmente. Outra prova que o consumo online tem benefícios reconhecidos e aprovados pelos consumidores, é que 66% já compraram online e retiraram na loja física.


A próxima revolução é através do software

Realidade Virtual, Inteligência das Coisas, Inteligência Artificial e Blockchain estão entre as ferramentas que irão facilitar a vida dos usuários de smartphones e deixá-los mais eficientes para o desenvolvimento de tarefas profissionais e pessoais. Por isso, os softwares são os responsáveis pela revolução que ocorrerá com os aparelhos e aumento da representatividade deles na vida das pessoas.

Aumento de memória e capacidade de processamento, baterias eficientes e material inquebrável é parte das melhorias que as empresas desenvolvem para os hardwares e, que em um futuro próximo perderão para os softwares na corrida das prioridades de consumo, segundo o que concluímos nesta nossa pesquisa.

Segundo Adilson Batista, memória, bateria e material são preocupações secundárias. A tendência de consumo está ligada no que há de mais moderno para agilizar e melhorar o cotidiano das pessoas e a comunicação delas. “A tecnologia trouxe a incrível pulverização dos canais de comunicação e as marcas mais atentas e menos resistentes às mudanças escreverão os novos “pulos do gato”. Os smartphones já têm uma representatividade maior que o computador.

Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas, até o final de 2017, o Brasil registrou um smartphone por habitante em uso, enquanto existe quatro computadores também em uso para cada cinco habitantes e, a instituição considera como computador notebooks, tablets e desktops.

Com essa crescente do smartphone, os apps, ou softwares estão cada vez mais populares pela facilidade de testar seu uso e da interação. A Today levantou durante a pesquisa quais são as cinco as categorias de aplicativos no celular do brasileiro: de mensagens, bancos, comando de voz, streaming para vídeo e música, marketplace e utilitários. Assim, o que o brasileiro mais faz no seu aparelho é:


> 23% - acessam mapas e tráfego;

> 25% - checam notícias;

> 60% - usam aplicativos de música;

> 79% - dedicam-se aos jogos;

> 64% - postam fotos ou vídeos;


Pensando em comunicação entre pessoas, o líder de usabilidade é o WhatsApp, onde 97% da população troca mensagens pelo aplicativo. Enquanto que 82% acessam e-mails e 80% o utilizam para chamadas de voz. Apenas 38% fazem chamadas de vídeo.

Também são pensadas maneiras de melhorar a experiência de cada usuário e elas vão surgindo a todo momento:

  • Realidade Virtual – Ou vida 3D é criar uma experiência para o usuário de sensação de presença em um ambiente que não é o real. De forma virtual, ele usa essa tecnologia para inibe todo o seu sistema para introduzi-lo em um jogo, uma visita a um museu ou até mesmo para fazer algum tipo de treinamento. Um dos projetos mais competentes na área e que dá acesso ao público, é o PlayStation VR, da Sony, onde é possível a imersão total do indivíduo dentro de um ambiente de jogo, tanto visual como auditivo, e interagir em um ambiente 360.
  • Inteligência Artificial – Já a IA tem como proposta elaborar dispositivos que simulem quase tudo aquilo que o ser humano pode fazer, como: tomar decisões, raciocinar, resolver problemas. Esta tecnologia começou a ser desenvolvida na década de 1940 e sempre foi um ponto de discussão na vida real ou como forma de ficção, tratada desde a literatura ao cinema. Colocada em debate por grandes nomes, desde Isaac Assimov a Steven Spielberg.
  • Internet das Coisas – IoT, conecta tudo aquilo que as pessoas usam no dia a dia à Internet ou aos dispositivos, como smartphones. São eletrodomésticos com capacidade de comunicar ao seu fabricante que estão com algum defeito ou está no momento de realizar manutenção; carros que podem evitar furto ao tirar uma foto do rosto do motorista e comparar com aquelas que estão em seus bancos de dados ou ainda quando o motorista entrar no veículo, recebe informações do seu trajeto ao trabalho, o rádio é ligado na estação favorita, entre outras tarefas que vão facilitar o cotidiano das pessoas.
  • Blockchain – Ou Cadeia de Dados começou a ser desenvolvida em 2008, e nada mais é do que uma forma de validar um registro ou uma transação. Ela dá mais segurança as operações digitais e é a tecnologia por trás de algumas moedas digitais, sendo a mais conhecida: Bitcoin. Hoje, também autentica documentos, contratos, venda de imóveis e está inserida até no mercado de ações com suas diferentes assinaturas digitais.


Produza a sua própria notícia e converse com um público específico

Hoje, uma equipe de TV pode ser formada pelo repórter e seu smartphone, sem a necessidade de um câmera, auxiliares de som e luz para produzir conteúdo para o telejornal local ou até mesmo coberturas de conflitos em qualquer parte do mundo, compradas pelas grandes redes, mas que também estão em plataformas como Youtube.


  • O brasileiro consome muita informação. Em seu levantamento, a Today verificou que na pesquisa de 2017 do Global Mobile Consumer Survey, mais de dois terços da população assiste vídeos em aplicativos de mensagem instantânea ou no Youtube pelo menos uma vez por dia. E, mais da metade das pessoas acompanham vídeos ao vivo pela plataforma e também nas redes sociais diariamente.


  • O smartphone passou a mudar o cenário mundial da produção de conteúdo para comunicação. A Today também levantou que em 2020, os vídeos representarão 82% de todo o tráfego realizado pelos consumidores. Adilson coloca que a grande razão para isso é que a maior parte do público assimila melhor a informação (notícias, acadêmicas, entretenimento ou propaganda) por vídeo do que outra maneira.


  • Possibilita um aumento no número de criadores de conteúdo. Eles não são generalistas, buscam públicos específicos e apresentam temas de interesse desse nicho da população.


  • O conteúdo específico trouxe os digital influencers, sejam eles macro ou micro, têm como desafio produzir bom conteúdo para garantir o interesse do público e de empresas e marcas que queiram ser divulgadas não apenas da maneira tradicional. Com o seu crescimento e estabilidade nas redes sociais passam também a movimentar uma quantidade significativa de dinheiro através de seu smartphone e uma boa conexão de internet.


Das finanças aos boletos

O uso contínuo dos smartphones pelos brasileiros também geram impacto no setor financeiro e no varejo/ As pessoas realizam ações de compras: pesquisam produtos e serviços, mas nem sempre compram por ali. Como o aparelho é utilizado:


> 46% checam seu saldo bancário, enquanto 31% realizam outras transações;

> 56% pesquisam produtos e serviços e também navegam por lojas e apps de compras;

> 41% já fizeram algum tipo de compra pelo smartphone, sendo que 74% compraram bens físicos;

> 18% utilizam aplicativos para pagar taxi, enquanto 3% pagam por um produto ou serviço em espaço físico.


O que você pensa sobre isso tudo? Escreve pra gente, mande sugestões de temas que podemos explorar nos próximos posts, a gente quer navegar com você na era da transformação digital. ☺


Por Adilson Batista.

Fundador e Diretor de Estratégia da Today.