Estamos sempre dentro de alguma história: como garantir que o seu consumidor está dentro da sua?

Maio de 2019

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Vivemos na era da informação, e a qualquer hora é boa para uma marca tentar se conectar com você através de conteúdo - olha eu aqui fazendo exatamente isso para te mostrar que não estou errada. Marketing de conteúdo parece o assunto da vez. E se eu trocar este termo para storytelling, então... Nem se fala. Mas ouso dizer que vou ir um pouquinho mais a fundo. Quando falamos da importância de uma marca criar conteúdo, estamos falando sobre a importância dessa empresa em criar vínculos com o seu público. E esse é o contexto que esse assunto deveria transitar. Mais do que gerar leads e impacto, marcas estão disseminando conteúdos pelo mundo para criar vínculos verdadeiros com os seus consumidores.

Só que a gente já aprendeu que pessoas não se conectam a marcas, muito menos a produtos. Elas se conectam com histórias - com boas histórias. Em um curso uma vez ouvi que estamos sempre dentro de alguma história. Quando saímos de uma, entramos em outra - e isso não poderia ser mais verdade. Então ver que seu consumidor comprou a sua história é um grande privilégio - e não seria de bom tom afirmar isso sem agradecer a sua atenção até aqui. A disputa está em milésimos de segundos. Provar relevância entre um gole e outro do cafezinho, no tempo de espera do Uber, em um Story de 60 segundos do Instagram. O desafio é difícil, a concorrência é especialista e o consumidor, parafraseando Susana Vieira, não tem paciência para quem está começando.

Portanto, eu diria que o conteúdo pode ser considerado a principal ferramenta conectora entre a sua solução e o seu consumidor. Porque, convenhamos, publicidade por publicidade é fazer barulho - e não digo isso como uma coisa negativa, ok? O barulho às vezes é necessário. Mas arrisco dizer que a maneira mais eficiente para criar vínculos verdadeiros e duradouros com o seu consumidor é abrir um espaço para o diálogo. E o conteúdo faz exatamente isso.

Mas como gerar um conteúdo relevante para o seu consumidor no contexto em que vivemos? Era a dúvida que me martelava a cabeça quando comecei a escrever este artigo. Entre vários Post-its amassados e jogados fora tentando responder, me dei conta que a pergunta estava errada. O que de fato devemos nos questionar é: como ser uma pessoa interessante em uma conversa? Porque, enquanto marca, quando assumimos o papel de geradores de conteúdo, estamos abrindo um bate-papo e, por consequência, nos colocando à prova. Assim como em um primeiro encontro, devemos conquistar o nosso consumidor, provar-nos interessantes e dignos de sua atenção.

Aqui vão algumas dicas para o seu primeiro encontro, ops! Para o seu primeiro conteúdo de marca:


#1 Seja transparente

Estamos falando de criar um diálogo transparente com o seu consumidor. Você não é um ser superior detentor de todo o conteúdo. Você está apenas a uma busca do Google de distância do seu consumidor. Se colocar no mesmo nível dele não é sinal de fraqueza, muito pelo contrário! Você sai do imaginário do seu público como entidade e passa a assumir uma presença efetiva como ser humano - gente como a gente! Lembra que ninguém se conecta com marcas e sim com histórias? Só que por trás dessas histórias existem pessoas.


#2 Seja pertinente

Já somos sufocados por conteúdos por todos os lados, o tempo todo. Ser pertinente é preocupar-se em criar o conteúdo certo para o momento certo. Entender o comportamento do consumidor e os seus interesses é fundamental para escolher o conteúdo e o canal adequados para fazer essa troca. Só assim você tornará a comunicação muito mais coerente e eficiente com o momento de vida dessa pessoa, logo aumentará as suas chances de rolar o match!


#3 Seja coerente

Esse é o momento que eu dedico para te dizer o básico: fale sobre aquilo que você sabe falar. Não surfe ondas de assuntos que você não tem propriedade para se posicionar. Qualquer deslize pode ser fatal. Um bom exemplo foi um amigo meu que dedicou praticamente 40 minutos do meu dia para contar o quão foda era a experiência do show de um artista X - eu juro para vocês que eu ouvi toda aquela narração infinita de detalhes superatenta. E quando perguntei onde tinha sido o show que ele tinha assistido, ele respondeu que tinha comprado o DVD. Nããoo! Toda a credibilidade daquela informação foi por água abaixo. Não seja o meu amigo. Fale sobre assuntos que você domina, fale sobre experiências que você já vivenciou, fale sobre conceitos que você convive no seu dia a dia. Isso inclusive facilitará o seu momento de escrita.


#4 Seja simples

Nada de termos técnicos, senhor espertinho. Aumentar a dificuldade de leitura do seu conteúdo com uma linguagem rebuscada não é provar conhecimento, é falta de empatia e resultará em uma distância maior do seu público. Opte por formatos mais democráticos e engajadores. Um bom exemplo é o vídeo. Inclusive já falamos sobre a importância desse formato para comunicação neste outro artigo que recomendo a leitura!


#5 Seja responsável

Quando você se apropria de um assunto e o compartilha com o seu consumidor, você está pavimentando uma estrada de mão dupla. Você abriu um diálogo com seu público, portanto, se ele responder e interagir com você não é de bom tom você deixá-lo no vácuo - mas acho que isso é meio óbvio, não é mesmo? Outro detalhe importante para se ter em mente, é que você é totalmente responsável pelo impacto que esse conteúdo pode ter perante o seu consumidor. E eu entendo o medo de posicionar-se sobre qualquer coisa nos dias de hoje, ainda mais quando falamos como marca. Mas fique tranquilo, as dicas anteriores minimizam as chances desse erro.


Pronto! Acho que você já está ferramentado para encarar esse desafio com mais facilidade. A prática é o único caminho para te aproximar da perfeição, por isso seja corajoso e dê o primeiro passo. Vivemos em um mundo gerador de conteúdo, mas entenda que entre o seu consumidor e essa infinidade de assuntos, existirá um facilitador, filtrando e o conduzindo para os assuntos mais relevantes. Esse cara é você (ou sua marca)!


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Se você precisa de apoio para se conectar com seu consumidor e contar para ele uma boa história, converse com a Today.

 

Por: Gabriela Fernandez